Estilo de vida orgânico

lotus flower

Há pouco tempo atrás, conversando com um amigo, utilizei pela primeira vez o adjetivo “orgânico” para qualificar outra coisa que não comida. Falávamos de exercícios físicos. Mais especificamente de “exercícios físicos orgânicos”. Em outra ocasião, escutei, na rádio, o locutor, ao elogiar uma música, dizer que ela era “orgânica”. Nas duas situações, o emprego do termo me causou certo estranhamento…

Sou consumidora de alimentos orgânicos há uns 15 anos pelo menos. Entendo perfeitamente o termo “alimento orgânico”, produto da agricultura sustentável, sem produtos químicos ou modificações genéticas. Contudo, tenho notado que este conceito tem se alargado e está passando a ser utilizado para caracterizar um estilo de vida.

Pelo dicionário Aurélio, orgânico é aquilo que “é natural ou inato, ou profundamente arraigado, e não planejado ou imposto do exterior“. O movimento ou estilo de vida orgânico, então, amplia a definição da alimentação para todas as outras nossas escolhas, criando uma coerência entre elas baseada na crença da existência de uma conexão entre os indivíduos e entre eles e a natureza.

O “cidadão orgânico” consome alimentos sem química, prega o desenvolvimento sustentável, se exercita de acordo com uma visão holística da saúde, se deleita ao ouvir uma música sem muitas intervenções eletrônicas, usa roupas confeccionadas com fibras naturais…e está cada vez mais ciente do impacto de suas escolhas na vida dos demais seres humanos  e no nosso mundo. Não se trata de um retorno à ingenuidade ou ao primitivismo, mas à pureza, o que é uma coisa bastante diferente.

Para ilustrar esta breve conversa, coloquei a foto de uma linda flor de lótus, que brota a partir da lama e desabrocha em sua beleza surpreendente. Na Índia, é muito popular e símbolo, dentre outras coisas, da preservação da pureza, em qualquer ambiente ou situação.

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