Sobre Patanjali – Parte III

patanjali III
Patanjali

(cont. Sobre Patanjali-Parte II)

Antes de estudarmos melhor os oito membros do Yoga Clássico, é importante entendermos claramente o objetivo final do Yoga definido por Patanjali…não são as posturas, a meditação ou os exercícios de respiração: é a autotranscendência, é o cessar do turbilhão dos pensamentos em nossa mente. Patanjali codificou seus Sutras para nos guiar neste caminho. Assim, ao seguirmos por essa trilha, nossa busca passa a ser a total sintonia e conexão entre nosso corpo, intelecto, mente e espírito para alcançarmos a autorrealização.

As oito facetas do Yoga são apresentadas, então, como conceitos entremeados e interligados que visam o equilíbrio moral, físico, mental e espiritual do praticante.

Patanjali descreveu os oito membros ou partes do Yoga (Ashtanga Yoga – “ashta” é oito, “anga” é membro), como já vimos, no capítulo Sadhana Pada ou “Capítulo sobre o Caminho da Realização”. Yama é o primeiro.

Yama é traduzido por disciplina moral ou social. Como toda prática espiritual, o Yoga define uma conduta ética que deve ser seguida independente de lugar, época ou situação social. As cinco grande observâncias morais são: não-violência(ahimsa), veracidade(satya), não-roubar(asteya), castidade(brahamacarya), não-cobiçar(aparigraha). Para uma verdadeira e bem-sucedida prática do Yoga, essa integridade moral deve ser perseguida constantemente.

Ahimsa ou não-violência é considerada fundamental, pois é de onde os outros naturalmente derivam. Ahimsa é a não-violência em pensamentos e ações. É o desejo de não fazer mal a outro ser na medida que reconhecemos em cada um deles a mesma essência apesar das aparentes diferenças.

Continua em Sobre Patanjali – Parte IV

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